Quase metade da população brasileira é sedentária. Pelo menos foi o que apontou o resultado de pesquisa promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As informações, coletadas ao longo de 15 anos, mostram que 47% das pessoas em idade adulta no Brasil não praticam atividade física suficiente, ou seja, não cumpre a recomendação padrão da OMS, de praticar ao menos duas horas e meia de esforço moderado por semana ou 75 minutos de atividade intensa.

O Brasil está entre os países mais sedentários do mundo tanto em relação aos homens (40,4%), quanto em relação às mulheres (53,3%), ficando à frente inclusive dos Estados Unidos (40%). E pasmem, o Brasil é o mais sedentário da América Latina. Veja o estudo aqui.

“O estudo não é realizado da mesma forma em todos os países, então pode haver distorções, mas esses dados, assim como os de outro estudo anterior, quebram alguns mitos sobre a nossa preocupação com o corpo e com a forma”, avalia o Dr. Bruno Halpern, diretor da Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).

No estudo anterior citado, realizado oito anos antes, foi constatado que, no mundo, o sedentarismo mata mais que o tabagismo.

“Embora o risco individual de fumar seja maior do que o de ser inativo, como há mais sedentários que fumantes, o impacto global é maior e isso tem enormes implicações em saúde pública em nosso país”, explica o especialista.

De acordo com o Dr. Bruno Halpern, é preciso melhorar as políticas públicas de incentivo ao exercício, colocando à disposição da população mais parques e áreas verdes, por exemplo.

“Também precisamos nos conscientizar da importância da atividade física para a saúde como um todo. Exercício é vida e não estamos valorizando a importância dele como deveríamos!”, alerta.

Vale destacar que o sedentarismo aumenta os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2 e também de alguns tipos de câncer.

Fonte: Abeso