Gordura trans: Você está consumindo veneno, por Dr. Bruno Guimarães

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Overweight Man on Bench Next to French Fries --- Image by © Peter Reali/Corbis

Mas, é preciso ficar atento, pois no rótulo do produto pode não constar a palavra gordura trans, e sim  “gordura vegetal hidrogenada ou apenas hidrogenada”, o que dá no mesmo.

Essa gordura é mais conhecida do grande público como gordura trans (GHV). Ela está presente em quase todos os produtos industrializados que você consome: sorvete cremoso, biscoito crocante, salgadinhos de pacote, chocolates, bolos, pipocas (micro-ondas), todo alimento feito com margarina, molhos de saladas, maioneses, alguns tipos de bolachas, biscoitos, fast food e massas de um modo geral. Quanto mais crocante ou mais cremoso o produto, mais gordura trans ele possui.

Acúmulo no abdômen

Além dos problemas cardiovasculares que provoca, a gordura trans se concentra em uma das áreas mais temidas pelas mulheres e homens – a região da cintura/abdômen e também entre os órgãos (gordura visceral), que você não vê, mas é a grande vilã das doenças metabólicas (diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares). Ela reduz também os níveis de colesterol HDL, conhecido como colesterol bom.

Por ter sido criada em laboratório, não encontramos essa gordura na natureza, por isso o organismo não a reconhece para processá-la, causando sérios danos à saúde.

 A gordura provoca problemas ao feto

Isto ocorre por causa de alterações metabólicas que ela provoca por ser quimicamente produzida, tornando-se uma substância estranha introduzida no organismo.

Estudo revelou que o uso de altas concentrações dessas substâncias durante a gravidez causam alterações metabólicas no feto que o acompanharão ao longo da vida –  tendência à obesidade, gordura visceral e alterações no metabolismo da glicose.

Proibida

A gordura trans faz tão mal à saúde que muitos países estão obrigando as indústrias a abolirem esse veneno dos produtos. Este ano(2018), é o prazo final para que as indústrias americanas parem de utilizar a  GHV.   Na Dinamarca, o uso da gordura trans pelas indústrias só podem atingir os 2%. A Suíça, Áustria, Noruega Canadá, Hungria e a Austrália também adotaram medidas drásticas contra os fabricantes de alimentos.

Aperta o cerco

No Brasil tramita projeto de lei no Congresso para que as regras se tornem mais duras em relação ao uso do GHV pela indústrias. Porém, o projeto caminha de forma é lenta e esbarra em diversos interesses.

Enquanto não é aprovada, as indústrias se baseiam nas diretrizes estipuladas pelo Ministério da Saúde (MS) ainda em 2003, quando o órgão determinou que fosse colocado nos rótulos a quantidade de gorduras trans por cada porção de alimento.

No entanto, em 2012, o MS abriu brecha para que as empresas que utilizam quantidade igual ou menor a 0,2 gramas dessa gordura por porção do alimento produzido, possam colocar no rótulo que a mercadoria é livre de GHV. Dessa forma, a população consome o produto de forma camuflada, pois, no geral, as pessoas costuma ingerir mais de uma porção.

Aumentar os lucros

A gordura trans começou a ser utilizada na fabricação de alimentos na década de 50, em substituição a gordura animal. A sua utilização por parte da indústria alimentícia teve como objetivo melhorar o sabor dos produtos, deixar mais crocante, melhorar a aparência, conservá-los por mais tempo e, sem dúvida, aumentar os lucros.

Dr. Bruno Guimarães é médico, especialista em Nutrologia. Ele atende na Clinica Salutem (69) 9907-3700/ 3301-7498). Av.Marechal Deodoro, 1719, entre as Ruas Almirante Barros e Bolívia – Bairro Santa Bárbara – Centro de Porto Velho.

 

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