“Se eu pudesse dar um conselho para as mulheres, diria: Não tenham filhos”

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*Daiana Costa

Eu já tive minha experiência para contar.  O Kaique é o ser que passou quase 40 semanas na minha barriga e decidiu vir ao mundo na hora que bem quis, de repente, sem prévio aviso. A sua pressa fez com que nascesse em um posto de saúde do distrito, quase vilarejo, onde está instalada a usina hidrelétrica em que trabalho.

Ele me mostrou em menos de 30 dias que, como MÃE, eu posso ser a melhor ou a pior pessoa do mundo – isso vai depender das circunstâncias. Essa experiência me mostrou também que mulheres que acabaram de ter bebê costumam chorar sem motivo aparente e sentir uma tristeza ou irritação inexplicável. É uma situação normal e esperada, mas não agradável, especialmente para quem está convivendo com você.

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Afirmo ainda que é normal a mãe de primeira viagem não querer visitinhas e deixar claro que não quer ninguém vindo da rua tocando, cheirando ou beijando seu filho.

E, ao contrário do que se imagina, uma mãe não fica assim tão nas nuvens de tanta felicidade com a chegada do bebê, pois é dominada, de um minuto para ouTro, pela ansiedade, nervosismo, dificuldade de se concentrar e para dormir, cansaço, além da intensa vontade de chorar, mesmo sem motivo.
O tamanho da responsabilidade com a chegada do bebê tem potencial de assustar qualquer pessoa. Por mais que você ame seu filho, os primeiros dias em casa são confusos, cheios de dúvidas, e pode ser que você tenha uma sensação estranha de “no que eu fui me meter?”. Exaustão e, ao mesmo tempo, preocupação em não saber como cuidar de um recém-nascido tão frágil se misturam.

Depoimento:“As fotos dos meus filhos no porta retrato me salvaram do suicídio”

Em menos de 30 dias eu descobrir que tenho que confiar em pessoas que tenham outras formações profissionais, tais como médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem para cuidarem do meu filho. Isso sem contar a enxurrada de palpites e comentários que só nos deixam mais insegura.

Foi também em menos de 30 dias que descobri que eu posso, sim, criar um outro ser e fazer dele uma boa pessoa –  tudo isso por meio da educação, e que acordar às 2h/ 3h ou 4h da manhã não é tão ruim assim –  rapidamente aquele sono profundo passa quando temos um ser ao nosso lado, no berço, se esgoelando, querendo mamar ou por estar sentindo alguma dor.

Por fim, em menos de 30 dias eu descobri que posso dirigir mais devagar sem ser piloto de fuga, utilizar o cinto de segurança, não fazer ultrapassagens perigosas e quando o semáforo estiver amarelo é uma alerta para que eu não passe em desespero, e sim pare para esperar o sinal verde. Um filho tem o poder de fazer se transformar em uma pessoa mais prudente.

E se eu pudesse dar um conselho de mulher para mulher seria esse: NÃO tenham filhos.
Mas se não ter como saber? O que um filho faz por você nenhuma outra experiência faz. – ele te modificará de forma permanente para o resto da vida.

*Daiana Costa – jornalista de Porto Velho/RO

Blog de Ponta Cabeça, jornalista Emília Araújo

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