Se depender do Ministério da Saúde, o consumo ilimitado dos refrigerantes nos fast-food, o chamado refil, está com os dias contados. A proibição deve atingir uma média de mil estabelecimentos, entre restaurantes e fast-food no país, que fazem uso desse sistema para atrair clientes, especialmente as crianças, adolescentes e jovens.

Se não for por bem, vai por mal mesmo. As tratativas por parte do Ministério da Saúde é para que se resolva a questão de forma administrativa, mas caso não surta o efeito esperado, o Congresso Nacional será acionado, ou seja, será proposto um projeto de lei proibindo a oferta discriminada desse produto nesses estabelecimentos.

Pelos estudos do Governo, esse “incentivo” aos clientes faz com que haja um aumento de 30%  de ingestão dessa bebida. A preocupação do Ministério da Saúde com essa questão  não é de hoje, mas a situação vem se tornando crítica devido ao aumento da obesidade entre a população, assim como  das doenças que resultam do excesso de peso e do consumo exagerado de açúcar.

Alimentação saudável

Paralelo a essa “guerra”, o Governo garante que irá incentivar nas escolas  o consumo de uma alimentação mais saudável – frutas e verduras, associado a exercícios físicos. Com essas medidas, ele pretende reduzir a obesidade até 2019. O problema é que os pais também precisam se conscientizar sobre o mal que esse produto provoca no organismo, do contrário, é chover no molhado.

França

Em janeiro deste ano, o Governo francês proibiu a venda de refrigerantes e isotônicos  por meio do sistema ilimitado. A medida visa também à redução da obesidade na população e do consumo exagerado de açúcar.

Por Emília Araújo

Blog de Ponta Cabeça